sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Uma noite memorável. Parabéns Didier Ferreira!

 Uma sala cheia para ouvir falar do livro do Didier Ferreira.

Depois do Prof. José Fernando Vasco (bibliotecário da Escola Secundária Cacilhas - Tejo) ter feito as honras da casa,
A seguir ao representante da Editora "Esfera do Caos", Francisco Abreu,
E antes da intervenção do autor, Didier Ferreira,
Coube-me a mim, Ermelinda Toscano, fazer a apresentação da obra. Foram estas as minhas palavras, com o contributo de Gertrudes Novais e Amélia Fortes na leitura dos poemas que escolhi para complementar e ilustrar a análise feita:

«Boa noite a todos e todas que nos deram (melhor, estão a dar) o grato prazer de estar connosco neste encontro para falarmos de um jovem autor (DIDIER FERREIRA) e da sua obra (DIÁRIO POÉTICO DE UM EMPREGADO DE BALCÃO). Obrigada pela vossa presença.
Um jovem que nesta Escola cresceu como Homem e aqui se fez Poeta.
Por isso, o estarmos aqui hoje é fruto da importância que este espaço representa, ainda, na sua vida.
Um jovem que tive a oportunidade de conhecer há uns anos no “Café com Letras”, em Cacilhas, e onde numa sessão de “Poesia Vadia” me deixou presa a cada palavra dos versos que então nos leu, sempre de sorriso nos lábios, de forma tímida, algo insegura mas com uma tamanha convicção que não pude deixar de ficar surpreendida.
A mesma reação que acabei por sentir ao ler este livro que tenho a honra de vos apresentar.
Mas deixo já um aviso: não vou seguir o caminho ortodoxo e interpretar parte do conteúdo do livro… incapaz de seguir padrões, prefiro outros horizontes e farei a ponte para outras leituras complementares (do mesmo autor, com certeza).
Poderia começar por falar um pouco do autor. Mas julgo que o Didier compreenderá se eu vos disser que a estrela desta tarde é a sua obra e não ele… Embora uma coisa não se dissocie da outra, obviamente.
E porque não quero roubar o justo protagonismo que ambos merecem (autor e obra) irei tecer apenas algumas breves considerações sobre o que senti ao ler este “Diário Poético”, não como crítica literária (que não sou) mas como alguém que ama a leitura e a aprecia com os “olhos do coração”.
Começo, então, por dizer que este livro revelou-se um desafio…
E uma surpresa, porque à medida que lia cada página, que tentava entender a mensagem de cada história, eu descobria encantada, nas entrelinhas, a INSPIRAÇÃO DO POETA
E assim fui compreendendo o poder extraordinário que têm estes pequenos textos, de pensamentos profundos, perfeitamente contextualizados e utilizando uma linguagem acessível, muito bem estruturada, rica na sua substância linguística:
Enquanto nos deixam a pensar sobre a vida e as relações humanas, transportam-nos para a outra dimensão que atravessa cada parágrafo deste livro, que se encontra em cada linha…
E mesmo que à primeira vista a não encontremos, ela está presente em cada sílaba pronunciada e acompanha-nos do princípio ao fim: a POESIA.
Mas este livro tem um segredo que julguei ter desvendado.
Algures entre inquietações profundas e dúvidas existenciais que só a outros parecem pertencer, julgo não errar ao afirmar que temos aqui muita partilha autobiográfica e subtis retratos do autor.
Sendo todas estas histórias ficção, é certo, elas são também o reflexo das preocupações de quem as pensa e encontra na escrita uma forma de desabafar aquilo que o incomoda libertando-se dos fantasmas que UM DIA o atormentaram.
E o alívio sentido ao expor assim os sentimentos numa folha de papel que se partilha com o público, seja prosa ou poesia, é tanto que acabada a leitura desta obra se sente que a frase mais pensada pelo autor decerto terá sido: QUE BOM QUE É PODER ESCREVER.
A terminar esta forma singular que mistura a obra em destaque (prosa) com poemas do mesmo autor, feita não por uma pessoa mas por um coletivo, deixo-vos com mais três leituras que ajudarão a compreender as personagens identificadas:
LAURA – PORQUE EXISTES.
ANTERO – SOZINHO.
E, por fim, o NARRADOR – GOSTO DE QUEM GOSTA DE MIM
E foi esta a nossa (dos Poetas Almadenses) modesta contribuição. Parabéns Didier e votos de muitos êxitos futuros porque eles são merecidos.»

Da esquerda para a direita: Ermelinda Toscano, Francisco Abreu e Didier Ferreira.

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