domingo, 15 de julho de 2012

O associativismo e o acesso a fundos comunitários


Na sexta-feira passada fui, em conjunto com o Presidente da Direção, representar a Associação de Cidadania de Cacilhas O FAROL no encontro técnico sobre «Atividade associativa, projetos e acesso a financiamentos», organizada pela Associação ALDRABA em conjunto com a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto que teve como orador convidado o antropólogo Joaquim Jorge, assessor do Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures para a área cultural, um técnico com uma vasta experiência na matéria e que veio partilhar connosco os seus conhecimentos.

A Mesa da sessão (da esquerda para a direita) incluía ainda: José Alberto Franco (Presidente da Aldraba) e Augusto Flor (Presidente da Confederação das Coletividades).

O Presidente da Confederação chamou a atenção para a necessidade de se apostar cada vez mais na formação dos dirigentes associativos devido ao cada vez maior grau de exigências, nomeadamente no tratamento com os parceiros habituais, como o Estado e as autarquias que exigem o cumprimento de formalismos cada vez mais complexos. Todavia, o voluntariado deve continuar a ser a base de sustentação do associativismo o qual deve evitar a profissionalização sob pena de ocorrer a sua descaraterização de raiz popular, disse.

Este é, pois, um assunto que merece, de facto, uma reflexão séria.

Mas o assunto do dia era o acesso a fontes de financiamento, comunitários… E posso dizer que, apesar de breve, foi uma palestra bastante elucidativa que lançou sérias pistas para pensarmos noutras formas de colher apoios financeiros e trabalhar em rede.

Algumas ideias chave:
Clarificar a missão da associação: quem somos, o que pretendemos, quem tutela a atividade? (fazer uma análise das potencialidades e das fraquezas);
Definir o que se pretende fazer, onde se pretende chegar, quais são os objetivos a atingir, que parceiros, para quê trabalhar em conjunto, o que cada um deve fazer? (tentar alinhar os nossos objetivos locais a nível regional, nacional, europeu);
Apostar na procura de parceiros para partilha de experiências e conjugação de esforços;
Pré-requisito de qualquer candidatura: existência de uma vontade de internacionalização e de abertura ao exterior para arranjar soluções para as situações concretas a nível local;
Quanto mais dinheiro se pede, maior é a carga burocrática e, por isso, há que ter uma estrutura logística bem estruturada nomeadamente a nível contabilístico e de gestão;
Fazer uma avaliação séria: o que é que ganho com isto? Que proveito vamos ter? (o que se aprendeu com a candidatura? que impacto na organização? que parceiros e que estilo de cooperação se desenvolveu? que capacitações trouxe a cada um dos intervenientes? Que novos métodos de trabalhos forma adquiridos? Etc.)

1 comentário:

José Alberto Franco disse...

Excelente reportagem, cara Ermelinda! Um abraço dos amigos da Associação ALDRABA

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